David é menino de quatro anos e nunca se interessou muito por televisão. Mas, agora, ele não apenas quer ver mais televisão como também quer passar mais tempo em frente ao computador a jogar. Às vezes, alterna entre uma atividade e outra. Sempre achei que, como outra atividade qualquer, é o bom senso quem determina quando parar. Sigo a máxima: tudo o que é demais é ruim. Aposto na diversidade. Mas achei interessante e, por esse motivo decidi compartilhar neste blogue, algumas dicas sobre a relação das crianças e a televisão, entre elas alguns mitos que costumamos carregar e que devem ser deitados por terra:
1) Se o conteúdo é educacional é bom para as crianças
FALSO. Os estudos mostram que nem sempre as crianças interpretam os conteúdos da forma como eles são mostrados
2) Não tem problemas deixar a TV como som de fundo.
ERRADO. Mesmo que as crianças não estejam vendo TV, o som de fundo pode ter impacto sobre elas
3) Crianças não devem ver televisão antes dos 2 anos.
Se for o caso disto, os pais devem evitar apenas que elas acedam a conteúdos para adultos e que a TV não seja o único meio de socialização da criança.
4) As crianças passam ao lado (ignoram) os filmes e shows de terror.
A VERDADE é que este tipo de conteúdos pode influenciar no sono dos pequenos.
5) Os e-books são distrativos.
Outro mito que devemos quebrar. Pois depende do uso que fazemos dele.
Deixo aqui o link da minha fonte de informação para quem quiser se aprofundar: How True Are Our Assumptions about Screen Time?
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
Qual o melhor meio de comunicação nos dias de hoje?
Este blog transformou-se num lugar de encontros efêmeros, eu sei. Àqueles que costumavam segui-lo quando as postagens eram mais frequentes, minhas sinceras desculpas. E, assim, para tornar este reencontro especial, eu proponho um vídeo emocionante, que uma amiga partilhou no Facebook, sem se dar conta de que dava um grande presente. O vídeo - um TED, na verdade -, do ativista e educador indiano Bunker Roy, fala sobre a educação fora da escola. Entretanto, eu gostava de chamar a atenção para a valorização bem-humorada do nosso papel de mãe, de avó, de mulher na reprodução do conhecimento. Veja aqui.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
É possível proteger nossos filhos de todos os perigos?
Fonte: http://www.yapaka.be
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Mamãs nas redes sociais: novos alvos publicitários
As mães, nomeadamente aquelas que o serão pela primeira vez, têm sido um constante alvo para a publicidade. Veja neste link aqui, a campanha iniciada por uma marca de água conhecida que têm como alvo as futuras mamãs. Ainda que não tenha dados estatísticos, tenho notado que as redes sociais são canais cada vez mais frequentes para atingir esse segmento de público. As mensagens são, geralmente subtis, evocando o lado doce de ser mãe, mesmo nos momentos mais difíceis. E, mesmo o slogan da campanha, não foge à pressão sobre a maternidade: uma mãe deve ser criativa, bonita, jovem, sempre arrebitada. Era bom se fosse mesmo assim.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Screen time: qual é o limite?
Quanto tempo que devemos deixar nossos pequenos a ver televisão (e quem diz TV, não exclui os demais medias eletrónicos)? A Sociedade Pediátrica do Canadá propõe que o tempo máximo não deve ultrapassar as duas horas diárias e que a televisão não deve fazer parte da rotina da criança. Será, no entanto, a restrição o melhor caminho para a educação? Vale a pena ler as dicas e confrontá-las com outras fontes igualmente credíveis, para além de se questionar sobre seus hábitos e valores.
Essas e outras dicas poderão ser encontradas no jornal que acabo de criar no Paper.li. Através do Literacia Mediática & Saúde pretendo aumentar as fontes de informação sobre literacia mediática e informação de saúde, cuja a relação é objeto de estudo do meu doutoramento. Uma vez que o Paper.li procura fazer um clipping das notícias que circulam na rede sobre o tema, será possível encontrar respostas para questões relacionadas com o mundo mediático que nos cerca e a nossa saúde e é, claro, isso também tem relação direta com a educação que damos aos nosso filhos.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Gravidez em tempos de crise
Numa época de incertezas como a que vivemos, informar-se através de uma fonte segura é o primeiro passo a dar para tomarmos decisões sobre gravidez e ter um filho. O "Vamos ter uma criança" é o nome do projeto que encontrará no Portal do Cidadão e que a ajudará a responder desde questões legais sobre a gravidez, como, por exemplo, os apoios sociais e as dispensas de trabalho, até a definição do nome a escolher para a criança. Para aceder ao portal: Portal do Cidadão - 2 - Estar grávida.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Publicidade: quando é hora de parar e conversar?
Diário # medialiteracy traz dicas muito interessantes para saber se os nossos filhos estão a ver muita televisão. Como eles não veem TV da mesma maneira que nós, vale a pena fazer algumas perguntas para perceber de que forma os comerciais ou os desenhos animados os afetam e, assim, orientá-los.
O meu filho tem apenas 3 anos e não gosta de muitas perguntas todas de uma vez. Muda sempre de assunto e recusa-se a respondê-las. Portanto, a técnica que utilizo para o compreender melhor e para que a comunicação seja mais interessante e eficiente é andar devagar... uma pergunta hoje, duas manhã. Eles acabam por perceber, se houver diálogo, paciência e amor.
O meu filho tem apenas 3 anos e não gosta de muitas perguntas todas de uma vez. Muda sempre de assunto e recusa-se a respondê-las. Portanto, a técnica que utilizo para o compreender melhor e para que a comunicação seja mais interessante e eficiente é andar devagar... uma pergunta hoje, duas manhã. Eles acabam por perceber, se houver diálogo, paciência e amor.
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